Recentemente, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou motoristas de ônibus da empresa Viação Santo Anjo operando na linha Porto Alegre-Florianópolis sem a devida carteira de treinamento especializado, exigida por lei. Esse incidente ocorreu durante a 11ª Operação Temática de Fiscalização de Transportes de Passageiros (Otepas), em Osório, na BR-101, e gerou uma grande repercussão. De acordo com a PRF, os motoristas abordados não possuíam o curso obrigatório para o transporte de passageiros, uma exigência clara na legislação brasileira. Esse tipo de fiscalização é fundamental para garantir a segurança dos passageiros e a qualidade do serviço de transporte coletivo no Brasil.
A Viação Santo Anjo, que opera a linha Porto Alegre-Florianópolis, reconheceu a irregularidade em um dos ônibus abordados pela PRF. No entanto, a empresa afirmou desconhecer outro veículo envolvido na mesma situação. A falta de treinamento adequado para motoristas de transporte público representa uma falha séria que pode comprometer a segurança dos passageiros, além de infringir a legislação vigente. A PRF também informou que, após a retenção dos ônibus, os passageiros ficaram parados por cerca de duas horas no posto de fiscalização. Muitos optaram por seguir viagem em outros ônibus de empresas concorrentes, evidenciando o transtorno gerado pela situação.
A regularização do transporte de passageiros exige que todos os motoristas de ônibus passem por cursos específicos, com foco em direção defensiva, primeiros socorros e normas de segurança para garantir que saibam como proceder em situações de emergência. A fiscalização da PRF tem como objetivo justamente prevenir acidentes e outras situações que possam comprometer a segurança dos passageiros nas estradas. Em um país com dimensões continentais, a importância de um transporte público seguro e eficiente se torna ainda mais evidente, principalmente nas rotas de longa distância como a Porto Alegre-Florianópolis, que atende a milhares de pessoas diariamente.
No incidente de Osório, um dos ônibus da Viação Santo Anjo foi retido por não cumprir essa exigência, o que gerou desconforto aos passageiros. A operação da PRF, no entanto, tem um caráter preventivo, já que muitas vezes os passageiros não têm conhecimento sobre as qualificações dos motoristas que conduzem os ônibus. A falta de cursos específicos para motoristas de ônibus pode acarretar em falhas graves de operação, que podem resultar em acidentes. Esse é um aspecto que precisa ser mais discutido e abordado por órgãos reguladores e pelas próprias empresas de transporte.
Em setembro deste ano, a Viação Santo Anjo já havia se envolvido em um trágico acidente na BR-290, quando um de seus ônibus colidiu com um caminhão, resultando na morte do motorista e em ferimentos em outros passageiros. A falta de qualificação adequada dos motoristas pode ter contribuído para esse acidente, o que torna ainda mais importante a realização de treinamentos obrigatórios. A relação entre a capacitação dos motoristas e a segurança nas estradas é direta, e a falha no cumprimento dessa exigência pode ser fatal para os passageiros e para os próprios condutores.
Além disso, a fiscalização constante é essencial para evitar que novas situações como essa ocorram. A operação da PRF, que tem um caráter educativo e punitivo, visa alertar as empresas e os motoristas sobre as responsabilidades que envolvem o transporte público de passageiros. A segurança dos passageiros deve ser prioridade, e as autoridades devem garantir que as leis sejam cumpridas de maneira rigorosa. A atuação das forças de segurança tem um papel crucial na prevenção de acidentes e na promoção de melhores condições de viagem para todos os usuários do transporte rodoviário.
Outro ponto importante é a transparência das empresas de transporte. A Viação Santo Anjo, ao admitir a irregularidade em um dos ônibus abordados pela PRF, demonstrou responsabilidade em relação ao ocorrido. No entanto, é essencial que as empresas de transporte adotem medidas preventivas para evitar esse tipo de situação, como a verificação constante da qualificação de seus motoristas e a realização de treinamentos periódicos. Apenas com a colaboração entre as autoridades e as empresas é que se poderá garantir um transporte mais seguro e eficiente para todos.
Por fim, o incidente em Osório deve servir como alerta para todas as empresas de transporte rodoviário, especialmente as que operam em longas distâncias, como a linha Porto Alegre-Florianópolis. A fiscalização constante, a educação dos motoristas e a implementação rigorosa dos cursos obrigatórios são medidas essenciais para garantir que os passageiros viajem com segurança. A responsabilidade das empresas de transporte vai além do simples deslocamento de pessoas; ela envolve garantir que os motoristas estejam capacitados e preparados para lidar com qualquer situação que surja nas estradas, evitando assim a ocorrência de acidentes e outras tragédias.
Autor: Roman Lebedev
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital