O desenvolvimento acelerado das metrópoles brasileiras criou um descompasso visível entre o crescimento populacional e a capacidade da infraestrutura urbana de absorvê-lo. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, ex-presidente da OAS, conhece de perto a complexidade de intervir em ambientes urbanos densos, onde cada obra de mobilidade precisa ser executada sem paralisar a cidade que pretende melhorar. Corredores de ônibus, viadutos, túneis urbanos e sistemas de trilhos compõem o repertório de soluções que as grandes cidades brasileiras precisarão construir em escala nas próximas décadas.
O trânsito congestionado das metrópoles não é apenas um incômodo cotidiano: é um dreno econômico mensurável, que consome horas produtivas, eleva custos de transporte e degrada a qualidade de vida de milhões de pessoas. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim avalia que a resposta a esse problema passa necessariamente pela engenharia de obras urbanas de grande porte, um segmento que combina desafios técnicos elevados com restrições operacionais que poucas empresas estão preparadas para administrar.
Construir dentro da cidade: o grau máximo de dificuldade da engenharia civil
Executar uma obra de infraestrutura em área urbana consolidada é tarefa de complexidade superior à de qualquer empreendimento em campo aberto. Interferências com redes de água, esgoto, energia, gás e telecomunicações, muitas delas sem cadastro confiável, transformam cada escavação em operação de risco. Somam-se a isso as restrições de horário de trabalho, o controle de ruído e vibração, a gestão do tráfego no entorno e a convivência diária com moradores e comércios afetados pelo canteiro.
Em linha com esse raciocínio, a experiência prévia em obras urbanas torna-se um ativo determinante na seleção de empresas para projetos de mobilidade. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim acumulou ao longo da carreira a vivência em intervenções dessa natureza, nas quais o sucesso depende tanto da engenharia quanto da capacidade de articulação com concessionárias, órgãos de trânsito e comunidades vizinhas. Obras urbanas mal conduzidas viram trauma coletivo; bem conduzidas, transformam-se em legado.

Transporte sobre trilhos e a maturidade que o Brasil ainda persegue
A comparação internacional revela o tamanho da defasagem brasileira em transporte de alta capacidade. Metrópoles asiáticas, europeias e até latino-americanas de porte semelhante ao das brasileiras dispõem de redes metroviárias substancialmente maiores, construídas com regularidade ao longo de décadas. No Brasil, os sistemas sobre trilhos avançaram em ritmo intermitente, reféns de ciclos orçamentários e de modelagens de financiamento que raramente garantiram continuidade aos projetos.
Esse contraste, todavia, encerra também uma oportunidade. A demanda reprimida por transporte de qualidade nas cidades brasileiras é gigantesca, e os novos modelos de concessão e parceria abrem caminho para destravar projetos historicamente adiados. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim enxerga nesse cenário um campo de atuação natural para empresas de engenharia com experiência em obras complexas, capazes de executar túneis, estações e estruturas especiais com o rigor técnico que sistemas de transporte de massa exigem.
Infraestrutura urbana de qualidade é política social concreta
A discussão sobre mobilidade costuma se concentrar em números de engenharia e cifras de investimento, mas seu efeito mais profundo é social. Quem mais perde tempo no trânsito das metrópoles brasileiras é a população de menor renda, que mora longe dos centros de emprego e depende de transporte público precário. Cada corredor de ônibus eficiente, cada linha de metrô inaugurada e cada terminal bem projetado devolve horas de vida a quem mais precisa delas.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, na liderança da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, compartilha do entendimento de que a infraestrutura urbana é uma das formas mais concretas de política social que um país pode implementar. Construir cidades que funcionam é construir oportunidades de acesso ao trabalho, à educação e à saúde. A engenharia, nesse sentido, não entrega apenas concreto e aço: entrega tempo, dignidade e qualidade de vida para milhões de pessoas.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez