Segundo o CEO da Vert Analytics e especialista em tecnologia, Andre de Barros Faria, o impacto da automação e da inteligência artificial tem se tornado um dos temas mais relevantes do debate contemporâneo sobre tecnologia e sociedade. À medida que sistemas automatizados e algoritmos inteligentes passam a executar tarefas antes realizadas exclusivamente por pessoas, surgem transformações profundas nas relações de trabalho, na organização econômica e na forma como os indivíduos interagem com serviços, instituições e empresas. Esse movimento não é apenas tecnológico, mas social, cultural e ético.
Compreender esses impactos é essencial para interpretar as mudanças em curso. Aprofunde a leitura e entenda como automação e inteligência artificial estão redesenhando a sociedade.
Como a automação e a inteligência artificial transformam o mercado de trabalho?
A automação e a inteligência artificial estão redefinindo o mercado de trabalho ao substituir tarefas repetitivas, operacionais e previsíveis por sistemas automatizados. Esse processo afeta funções administrativas, operacionais e até analíticas, alterando a demanda por determinados perfis profissionais. Como consequência, algumas ocupações tendem a desaparecer ou a se transformar profundamente.
Por outro lado, como observa Andre de Barros Faria, novas oportunidades surgem à medida que a tecnologia avança. Nesse cenário, soluções como o Main, novo produto da Vert Analytics, contribuem diretamente para essa transição ao integrar agentes de IA às rotinas de trabalho, apoiando equipes na automação de tarefas repetitivas e ampliando o foco em atividades estratégicas.
O desafio social está na transição entre esses cenários. A adaptação exige investimento em requalificação profissional e educação continuada, para que trabalhadores possam se reposicionar em um mercado em constante mudança. Sem esse esforço, o avanço tecnológico pode ampliar desigualdades e gerar exclusão, em vez de promover progresso coletivo.

De que forma o impacto social vai além do emprego e da economia?
O impacto social da automação e da inteligência artificial não se limita ao mercado de trabalho. Essas tecnologias influenciam a forma como as pessoas acessam serviços, se relacionam com instituições e participam da vida social. Sistemas automatizados já estão presentes em atendimentos ao cidadão, diagnósticos médicos, concessão de crédito e processos decisórios em larga escala.
Quando bem implementadas, essas soluções podem ampliar o acesso a serviços essenciais, reduzir burocracias e aumentar a eficiência institucional. Por exemplo, a automação pode tornar serviços públicos mais ágeis e acessíveis, enquanto a inteligência artificial pode apoiar diagnósticos mais precisos na área da saúde. De acordo com Andre de Barros Faria, esses avanços têm potencial para melhorar a qualidade de vida de grandes parcelas da população.
No entanto, também surgem riscos associados à exclusão digital, à falta de transparência e ao uso inadequado de dados. Grupos com menor acesso à tecnologia ou menor letramento digital podem ser deixados à margem desses benefícios. Por isso, o impacto social dessas ferramentas depende diretamente das escolhas feitas na sua adoção, no desenho dos sistemas e nas políticas públicas que acompanham o processo.
Quais desafios éticos e sociais acompanham o avanço da automação?
Como pontua o CEO da Vert Analytics e especialista em tecnologia, Andre de Barros Faria, o avanço da automação e da inteligência artificial traz à tona desafios éticos relevantes. Um dos principais diz respeito à tomada de decisão automatizada, especialmente quando ela afeta direitos, oportunidades e o acesso a recursos. Algoritmos podem reproduzir vieses existentes nos dados utilizados, gerando discriminações involuntárias e decisões injustas.
Para que o impacto social da automação e da inteligência artificial seja positivo, é fundamental adotar uma abordagem estratégica e responsável. Isso inclui o desenvolvimento de políticas públicas que incentivem a inovação ao mesmo tempo em que promovam inclusão, qualificação profissional e proteção social. A tecnologia precisa ser acompanhada de planejamento e visão de longo prazo.
Autor: Roman Lebedev