A adoção de boas práticas na cadeia produtiva da pesca artesanal é essencial para garantir sustentabilidade, qualidade do produto e desenvolvimento econômico das comunidades costeiras. Joel Alves destaca que essas práticas envolvem desde técnicas de captura responsáveis até gestão eficiente do pescado, capacitação dos pescadores e integração com mercados consumidores, promovendo equilíbrio entre produtividade e preservação ambiental.
A implementação de padrões de qualidade e segurança alimentar é um dos pilares para o fortalecimento da cadeia. Joel Alves explica que, ao seguir normas de higiene, armazenamento e transporte, o pescado chega ao mercado com maior valor agregado, atendendo às exigências de consumidores e regulamentações nacionais e internacionais.
Sustentabilidade ambiental e manejo responsável
As boas práticas incluem a adoção de métodos de pesca sustentável, como a captura seletiva e o “pesque e solte”, respeitando períodos de defeso e protegendo espécies ameaçadas. Joel Alves observa que o manejo responsável dos recursos garante a continuidade da atividade e a preservação dos ecossistemas aquáticos, contribuindo para o equilíbrio entre economia e meio ambiente.
Além disso, a integração de tecnologias como georreferenciamento, sensores de monitoramento e rastreabilidade digital fortalece a sustentabilidade, permitindo que as comunidades acompanhem e registrem as capturas, evitando sobrepesca e identificando áreas de risco.
Capacitação e organização comunitária
Capacitar pescadores e promover a organização em cooperativas ou associações é outro elemento central das boas práticas. Joel Alves ressalta que a formação técnica e o compartilhamento de conhecimento aumentam a eficiência produtiva, melhoram a gestão dos recursos e fortalecem a economia local. Cooperativas também possibilitam acesso a crédito, mercados formais e programas de certificação, ampliando oportunidades de renda e inclusão social.

A participação ativa de mulheres e jovens é incentivada, promovendo inovação, renovação das práticas tradicionais e fortalecimento da identidade cultural das comunidades costeiras. Essa abordagem contribui para a permanência das novas gerações e para a continuidade da atividade pesqueira.
Valor agregado e competitividade
As boas práticas garantem rastreabilidade e qualidade do pescado, aumentando sua aceitação nos mercados interno e externo. Joel Alves destaca que produtos certificados e sustentáveis conquistam consumidores mais exigentes, fortalecendo a imagem do setor e atraindo investimentos. A transparência na cadeia produtiva cria confiança e permite diferenciação competitiva, consolidando a pesca artesanal como uma atividade econômica relevante e sustentável.
Perspectivas para o futuro
A implementação sistemática de boas práticas fortalece a pesca artesanal e promove desenvolvimento econômico regional. Joel Alves conclui que, ao unir manejo responsável, capacitação, inovação tecnológica e organização comunitária, é possível criar uma cadeia produtiva eficiente, sustentável e socialmente inclusiva, garantindo prosperidade para as comunidades costeiras e preservação dos recursos naturais.
Autor: Roman Lebedev